A assembleia do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (SINPOL-SE), realizada nesta quinta-feira (18), terminou em clima de tensão e insatisfação entre os membros da categoria. Com pauta única sobre a reestruturação da carreira, a proposta apresentada pela diretoria foi rejeitada pelos presentes. No entanto, a diretoria se recusou a discutir alternativas, e o presidente do sindicato ironizou a situação, afirmando que “a categoria estava satisfeita com a atual conjuntura”.
Durante a reunião, também foi questionada a falta de transparência da diretoria quanto a uma proposta de negociação enviada pelo Governo do Estado em 2024, por meio da secretária Lucivanda Nunes. De acordo com os membros da categoria, o documento não foi amplamente divulgado e sequer reconhecido pela atual gestão do SINPOL, mesmo havendo comprovações de envio oficial.
Outro ponto que gerou indignação foi a ausência de apoio ao oficial investigador e ex-presidente do sindicato, Antônio Moraes, demitido por meio de um procedimento considerado prescrito e, portanto, sem validade. A categoria esperava a inclusão de uma proposta de ajuda financeira, o que não foi sequer discutido. A diretoria sugeriu apenas a realização de um protesto em frente ao Palácio do Governo – proposta rejeitada pelo próprio Moraes que desejava uma assembleia discreta em que fosse deliberada a ajuda financeira.
A crise de confiança entre a base e a direção do sindicato se aprofundou. Diversas manifestações pedindo uma nova assembleia para discutir a destituição da atual diretoria foram feitas, mas nenhuma foi acatada ou encaminhada para deliberação.
A insatisfação generalizada reforça o clima de ruptura entre a categoria e seus representantes sindicais, levantando dúvidas sobre os próximos passos do movimento e a condução das negociações com o governo estadual.
Fonte: Grupo de Oposição à Diretoria do Sinpol
Foto: Divulgação






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