A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional (Câmara e Senado) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26), uma série de medidas, entre elas a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da convocação do ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, André Moura (União Brasil-SE).
A iniciativa para chamar Moura partiu de parlamentares que apontam o ex-congressista como um possível elo na articulação do suposto esquema de fraudes, especialmente em Sergipe. Um dos autores do pedido, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), afirmou que há indícios que colocam Moura entre os nomes centrais das investigações.
Durante sessão da CPMI realizada em outubro de 2025, André Moura chegou a ser citado como “o dono do INSS”. Na ocasião, o então diretor de governança do instituto, Alexandre Guimarães, declarou que sua nomeação para o cargo ocorreu por indicação direta do ex-parlamentar. O episódio também remete ao período em que Moura atuou como líder do governo do ex-presidente Michel Temer, em 2017.
A comissão tem como foco apurar descontos indevidos aplicados nos benefícios de aposentados e pensionistas, prática que pode ter causado prejuízos significativos aos segurados da Previdência Social.
Por Redação
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil






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