“Empréstimo para quê? Para a saúde? Ah, é muito bom. Acho que todo o dinheiro para a saúde tem que vim mesmo. Agora, antes da gente tomar emprestado, e pagar três vezes o valor, vamos atrás daquele que vem, não de graça, porque já pagamos tributos para isso, mas aquele que vem, digamos, a fundo perdido, que é o dinheiro do Ministério da Saúde, para a construção do Hospital do Câncer. Já temos R$ 20 milhões, mais R$ 30 milhões lá no Orçamento da União. Vamos atrás. Coloquei, indiquei e quero que saia. E neste ano que vem, colocarei mais 30 milhões, 40 milhões. Aquilo que for necessário até terminar a obra. Mas o que me preocupa é que a gente pode perder o que já conseguiu”, comentou o senador Eduardo Amorim (PSC), sobre o polêmico empréstimo que o governo do Estado tenta tomar com o aval da Assembleia Legislativa.
Na ótica do senador Eduardo Amorim, caso não consiga os recursos já assegurados, Sergipe pode dar um passo para trás enorme, no tocante à construção do Hospital do Câncer. “Primeiro que nem começamos a obra. Estou até preocupado: cadê o projeto do Hospital do Câncer que disseram que tinham há não sei quantos anos? Vamos colocar na rua. Vamos licitar. Não estava pronto? Porque não licitamos até agora? Estou preocupado. Será que o governo federal não dirá: ‘não vou lhe dar mais R$ 30 milhões, não. Você nem começou a obra! Nem licitou. Eu tenho outras necessidades. Outras emergências. O Rio Grande do Sul está precisando. Minas Gerais está precisando. São Paulo está… você nem licitou. Porque vou colocar mais dinheiro numa conta que não será feita a obra este ano? Essa é a minha grande preocupação”, disse o senador.
Segundo Eduardo Amorim, é preciso ir atrás do dinheiro, sobretudo, porque Sergipe é um dos poucos estados do Brasil que não tem um hospital especializado no tratamento de pacientes com câncer.“Quantos morrem? Quantos ficam na fila desesperados, angustiados porque só tem um aparelho de radioterapia, que já está lá há mais de 10 anos. Que precisa parar para fazer manutenção. Às vezes quebra sem se esperar. O desespero destas pessoas? Daqueles que estão esperando uma cirurgia? ‘Chegou aqui um esfaqueado, um baleado. Chega, chega tira da sala. Mas não ia operar o que está com um tumor? Não. Não. É urgente. Urgentíssimo’. Então, são situações apavorantes, desumanas é que precisam melhorar muito. Eu creio e me coloco à disposição. E digo aqui: a nossa indicação como emenda de bancada será para que mais R$ 30 milhões, R$ 40 milhões sejam colocados para o Hospital do Câncer. Para a compra de equipamentos. Mas sem projeto, será que vão liberar?”, indagou.
Eduardo Amorim lembrou que o dinheiro já assegurado para a construção do HC não foi conseguido com facilidade – daí mais um motivo para sua preocupação em não perdê-lo. “Lutamos tanto. Fomos tanto… Fui de gabinete em gabinete para conseguir. É um trabalho que é feito nos bastidores. Conversei com o relator. Pedimos R$ 40 porque ouvimos dizer que o projeto custava, com a parte física e os equipamento, R$ 60 milhões. Tenho medo que o governo federal não só deixe de empenhar como que a gente corra algum risco perdendo o que já tem. Irei atrás de todos porque nos sergipanos precisamos. É a luta pela manutenção da vida. É a luta contra menos sofrimento”, disse.
Fonte: Joedson Telles/Universo Político






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