O candidato a deputado federal Mendonça Prado (PL) fez um forte desabafo nesta segunda-feira (28), durante entrevista exclusiva à Jovem Pan Aracaju, após ser impedido de subir em um trio elétrico durante o ato político do PL em Sergipe, que teve a presença do senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República.
O ex-deputado federal classificou o episódio como uma “falta de respeito”, “molecagem” e “sacanagem” e dirigiu palavras duras aos responsáveis pela organização e o partido em Sergipe.
Em um dos momentos mais contundentes da declaração, Mendonça chamou integrantes da direção do partido de “vagabundos” e afirmou que não aceitaria ser tratado daquela maneira.
“Eu não sou o moleque para chegar no trio elétrico e essa ruma de vagabundo não deixar…”, afirmou. Em seguida, reforçou a crítica: “Quem são esses vagabundos para fazer isso comigo?”, questionou.
O ex-deputado também elevou o tom ao comentar o constrangimento que, segundo ele, sofreu ao chegar ao evento. “Eu não sou moleque. Se tem moleque, esse moleque não é Mendonça Prado”, declarou.
Em outro trecho do desabafo, Mendonça foi ainda mais direto ao demonstrar sua indignação: “Vá para a puta que pariu, isso tem que ser dito, porque eu não sou moleque”, disparou.
Candidato diz que viajou para participar do evento
Mendonça Prado relatou que havia viajado por cerca de duas horas para participar da mobilização e que levou mais de 100 pessoas para acompanhar o evento. Segundo ele, a expectativa era participar da atividade ao lado dos demais candidatos e ter a oportunidade de cumprimentar e fotografar-se com o candidato à Presidência apoiado pelo grupo.
Ele afirmou que havia participado de uma carreata em Itabaianinha no dia anterior e que, mesmo diante de questões familiares delicadas, com o pai acamado, decidiu fazer o sacrifício e cumprir a agenda política.
“Eu vim de uma viagem de duas horas de relógio. Sergipe inteiro sabe que o meu pai, o ex-deputado Luciano Prado, está acamado, está em home care. Eu saí deste meu dia a dia para ir ajudar o partido”, afirmou.
Segundo Mendonça, o que mais o incomodou não foi apenas ter sido impedido de subir no trio, mas perceber que outros candidatos que não pertenciam ao PL estavam no espaço.
“Eu vi no trio elétrico outros candidatos, candidatos de outros partidos, que não fazem parte nem do partido do candidato a presidente da República, nem da sua coligação. Eu achei isso uma sacanagem, eu achei isso uma molecagem”, declarou.
Críticas à organização do partido
Mendonça Prado também questionou a condução da organização do evento e disse que, caso candidatos de outras siglas fossem autorizados a participar do espaço, os candidatos do próprio PL também deveriam ter sido incluídos.
“Se você coloca candidato do PP, os do PL também deveriam estar. Isso é natural, isso é fato, em qualquer lugar do mundo”, afirmou.
Ao longo da entrevista, ele voltou a criticar os responsáveis pela organização e chegou a classificar a situação como resultado de “falta de administração” e “falta de coordenação”.
O candidato também afirmou que não pretende abandonar seu apoio à candidatura presidencial que defende por causa do episódio. Segundo ele, sua decisão de participar da disputa eleitoral pelo PL está relacionada à identificação com as ideias liberais, ao objetivo de contribuir com o projeto político do grupo e à amizade que mantém com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
História desrespeitada
Mendonça afirmou que se sentiu profundamente desrespeitado e que não havia passado por situação semelhante em sua trajetória política.
“Eu nunca fui desrespeitado na minha história. Pelo contrário, sempre fui respeitado”, declarou, lembrando que exerceu mandatos de vereador, deputado estadual e deputado federal, além de ter presidido comissão na Câmara dos Deputados.
Ao final do desabafo, Mendonça voltou a atacar a condução do episódio e pediu mudanças na organização partidária.
“Isso é uma vagabundagem”, afirmou em outro momento. “O que fizeram comigo ontem eu não aceito em hipótese alguma”, completou.
“Quem não tem maturidade, quem não tem capacidade de gerir, de administrar, de liderar, não pode ser nada”, acrescentou, referindo-se a Rodrigo Valadares, presidente do PL em Sergipe.
Mendonça Prado reafirmou que continuará pedindo votos para os candidatos do grupo, mas deixou clara a insatisfação com a condução do evento e cobrou respeito aos candidatos que integram o partido.
Por Redação
Foto: Arquivo ASN






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