Sargento Vieira confirma o que já era esperado: rompe com deputado capitão Samuel

O resultado da eleição municipal deste ano colocou um fim no projeto político que elegeu o capitão da policia militar Samuel Barreto (PSL), com mais de 40 mil votos em 2010 (43.370 votos). À época, Samuel Barreto ao lado dos sargentos Jorge Vieira da Cruz, Edgard Menezes, capitão Ildomário e muitos outros, foram às ruas em busca de melhores salários e condições de trabalho para a Policia Militar e Corpo de Bombeiros. A partir daí teve inicio um movimento político que terminou com uma votação expressiva ao capitão que passou então, a ser o representante dos PMs e BMs na Assembleia Legislativa.

O que era para ser o início de um grande projeto e que teria continuidade em 2012, com a eleição municipal, termina em um racha, já que segundo Vieira, “a recíproca não foi verdadeira. A recíproca não foi a mesma, quando em 2010 nós militares tínhamos apenas um representante e agora, que ele (Samuel) se elegeu, ele não correspondeu ao que nós esperávamos. Ele não se dedicou apenas a um candidato como nós fizemos na dele. A luta em prol de melhorias para os PMs e BMs continua, só não ao lado dele”, desabafou Vieira em entrevista ao radialista George Magalhães no Programa a Hora da Verdade na Megga FM, na manha desta terça-feira (23).

Ao ser questionado pelo radialista sobre o resultado da eleição, Vieira se mostrou tranquilo, porém em tom de tristeza desabafou: “sem mágoa e sem rancor eu não posso mais caminhar com Samuel. Ele não retribuiu o que fizemos por ele. Por exemplo, o numero 17123, era para ser meu, mas acabou sendo de outra pessoa. Além disso, me colocaram frente a frente com um inimigo histórico. Ou seja, fui humilhado à época, juntamente com meu amigo e irmão Edgard que esteve sempre ao meu lado, mas mesmo assim enfrentei e disputei. Agora eu posso dizer que eu ganhei mais não levei. Afinal, foram 3714 votos e então eu fui um vitorioso, pois foram votos da família militar e muitos outros amigos civis”, desabafou.

Ainda sobre a eleição, o sargento explicou que o projeto do grupo era, a exemplo do Sintese, ter representantes nos dois legislativos (Assembleia e Câmara) e para isso, seria necessário que ele (Vieira) recebesse o mesmo tratamento que foi dado a Samuel em 2010. “Isso não aconteceu. Além disso, eu não vou dizer que não tive apoio dele. Mas não o que nós esperávamos, não foi o suficiente e ele sabe disso. Por outro lado, a nossa campanha foi muito difícil”, contou Vieira.

Concurso Público

Aproveitando a entrevista, o sargento falou ainda sobre a necessidade da realização do concurso público para a PM e o BM, explicando que o número de militares não é suficiente para que se faça uma segurança de qualidade. Para Vieira, “é necessário que se realize o concurso público. É preciso entender que se convocar, por exemplo, 500 homens hoje, quando chegar a época da aposentadoria, todos irão para a reserva ao mesmo tempo. Por isso é necessário um planejamento”, explicou o militar.

Carga Horária

Vieira também voltou a cobrar a definição da carga horária dos PMs e BMs. Essa definição é uma promessa feita pelo governo, durante as negociações que aconteceram com as associações, porém, até o momento nada foi definido.  “A definição da carga horária é uma promessa antiga do governo do estado. Com a definição, o comando terá condições de contar com mais policiais, já que esses PMs e BMs poderão vender as suas folgas. Ou seja, seriam mais policiais nas ruas fazendo segurança para a população. O concurso é necessário e urgente, mas mais urgente ainda é a definição de nossa carga horária”, explicou Vieira. 

 

 

Por Munir Darrage/Fax Aju

Comente

Arquivos

Categorias

/* ]]> */