Após ocupação prefeito de General Maynard marca audiência com professores

A ocupação do prédio da prefeitura de General Maynard já surtiu efeito. O gestor municipal José Evangelista solicitou audiência com a comissão de negociação e membros da direção do SINTESE para a tarde desta quinta-feira. A expectativa é que a audiência possa colocar um fim ao impasse.

Os acampados só sairão quando houver uma proposta concreta do prefeito João Evangelista para o reajuste do piso e melhorias das condições de trabalho Eles só sairão do prédio quando houver negociação.

Numa tentativa de buscar uma solução para que o magistério local tenha o reajuste do piso, os professores ocuparam o prédio da Prefeitura Municipal de General Maynard na manhã da última quarta-feira (26).

O magistério do município vive a triste situação de ser o único em que o valor do vencimento inicial corresponde ao piso do ano de 2009 (R$950). O valor atual do piso é R$1.451. A falta de reajuste causa uma perda salarial de quase 55% no contracheque dos professores.

Vale lembrar que o valor de R$ 950 como vencimento inicial é para a jornada de 200 horas, como a maioria dos professores tem carga horária de 160 horas o que eles recebem como vencimento inicial ainda é menos do que isso.

A falta de atualização do piso também tem causado constrangimentos aos educadores, afinal são três anos sem reajuste salarial. Numa das últimas assembleias a emoções tomou conta de alguns educadores que estão fazendo malabarismos para sobreviverem com salários tão baixos.

Em análises da receita do FUNDEB e da folha de pagamento mostram que o problema não é falta de recurso já que em 2010 somente 64% do recursos do fundo era usado para pagamento de professores.

Foi constatado também um número alto de servidores (não-docentes), há hoje na rede municipal de General Maynard 28 professores e 70 servidores (uma relação de quase 3 funcionários para 1 professor). Alguns desses servidores não estão nas escolas e recebem salários custeados pelo FUNDEB, o que se caracteriza irregularidade.

Faltam condições de trabalho

Além da questão salarial, os professores vivem situação difícil para ministrar suas aulas. A estrutura física das escolas precisa urgentemente de reformas. Falta também material didático. Os educadores contam que para ter aulas mais interessantes custeiam material do próprio bolso. Há também problemas na alimentação escolar.

Eles dizem também que não só a Educação vive essa situação de abandono, mas toda a cidade. As reformas da biblioteca municipal, centro cultural e da praça Juarez Vitorino Dias não foram concluídas, sendo que esta última só consta a placa de reforma, mas nenhuma obra foi iniciada.

 

 

 

Fonte: Ascom Sintese

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