PL Nacional contraria Rodrigo Valadares e inclui Coronel Rocha entre candidatos ao Senado apoiados por Flávio Bolsonaro

Uma publicação divulgada pela Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) reacendeu a disputa interna envolvendo as candidaturas ao Senado pela legenda em Sergipe. O material inclui o nome do Coronel Rocha entre os candidatos associados ao grupo político do senador Flávio Bolsonaro, em meio a uma sequência de divergências públicas dentro do partido.

A movimentação ocorre após declarações do presidente estadual do PL, Rodrigo Valadares, que passou a reforçar sua candidatura ao Senado e chegou a defender o voto nulo no segundo voto para o cargo. Valadares também afirmou que Coronel Rocha não contaria mais com o apoio de Flávio Bolsonaro. As declarações provocaram reação de Rocha e intensificaram as divergências dentro da legenda em torno da disputa pelo Senado em Sergipe.

A relação entre os dois postulantes já vinha sendo marcada por divergências relacionadas à condução da campanha. Coronel Rocha chegou a questionar publicamente a estrutura oferecida à sua candidatura e afirmou ter recebido quantidade limitada de material de divulgação durante os primeiros dias da campanha.

Outro ponto de tensão envolve a distribuição dos recursos eleitorais. Em nota divulgada no fim de agosto, Rodrigo Valadares afirmou que havia previsão de R$ 250 mil para Coronel Rocha e declarou que poderia discutir um eventual acréscimo de recursos, conforme as necessidades e o desempenho da campanha. Na mesma manifestação, Valadares afirmou que Ricardo Marques não receberia recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e que o diretório estadual buscaria disponibilizar recursos próprios para a campanha ao Governo.

A própria nota divulgada por Valadares naquele momento listava Flávio Bolsonaro, Ricardo Marques, Rodrigo Valadares e Coronel Rocha como nomes pelos quais ele continuaria pedindo votos.

Desde então, porém, o conflito ganhou novos contornos. Em setembro, Valadares afirmou publicamente que Rocha teria perdido o apoio de Flávio Bolsonaro, enquanto Coronel Rocha continuou se apresentando como candidato ao Senado pelo PL e criticando a condução da campanha. As declarações são parte de uma disputa interna ainda marcada por versões divergentes entre os envolvidos.

Nesse cenário, a publicação que volta a associar Coronel Rocha ao grupo de nomes ligados a Flávio Bolsonaro acrescenta mais um elemento à disputa e levanta questionamentos sobre a estratégia eleitoral do PL em Sergipe.

A sequência de episódios coloca em evidência uma questão que permanece no centro do conflito interno da legenda: qual será, de fato, o espaço destinado a cada candidatura ao Senado dentro da estratégia estadual do partido e como os apoios nacionais serão refletidos na campanha sergipana?


Por Redação
Fotos: Divulgação

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