Policial sergipano é morto dentro de viatura por colega e pai suspeita de execução

O policial civil sergipano Yago Gomes Pereira, de 33 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (20) durante uma ocorrência envolvendo integrantes da Polícia Civil de Alagoas. O crime aconteceu dentro de uma viatura descaracterizada enquanto os agentes retornavam de uma missão institucional.

Além de Yago, também morreu o policial civil Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco. De acordo com as primeiras informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de Sergipe, os disparos teriam sido efetuados por outro policial civil que estava no veículo com as vítimas.

O suspeito foi preso logo após o ocorrido. Até o momento, as autoridades não divulgaram a motivação do crime nem detalhes sobre as circunstâncias que antecederam os assassinatos.

Em nota oficial, a Polícia Civil de Sergipe lamentou profundamente a morte de Yago Gomes Pereira e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão das vítimas.

A corporação destacou que o agente sergipano atuava na Polícia Civil de Alagoas desde setembro de 2023 e ressaltou sua dedicação ao serviço público e à segurança da população.

O caso será investigado pela Polícia Civil de Alagoas, que deverá apurar a dinâmica do crime, as circunstâncias da ação e a possível motivação dos homicídios.

Surto psicológico

O pai do policial civil Yago Gomes Pereira rebateu a hipótese de que o suspeito do crime teria sofrido um surto psicológico e afirmou que o filho foi vítima de uma execução dentro da viatura. Emocionado, Pedro Pereira disse acreditar que a ação foi premeditada e classificou o assassinato como “perverso e desumano”.

Segundo ele, a dinâmica do crime afasta qualquer possibilidade de um ato impulsivo. Pedro relatou que Yago conduzia a viatura no momento em que foi atingido.

“Para matar meu filho, que estava dirigindo a viatura no momento do crime, o assassino encostou a arma na cabeça do Yago e disparou. Isso não é um crime aleatório, não me parece um surto, mas, sim, uma execução”, afirmou, em entrevista a TV Gazeta de Alagoas.


Por Redação
Fotos: PC-AL/TV Gazeta

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