Mudanças sociais e culturais estão levando mulheres a engravidar mais tarde; especialista da Hapvida traz orientações e alertas sobre o novo cenário.
A maternidade após os 40 anos tem se tornado uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que os partos realizados em pessoas nessa faixa etária quase dobraram nos últimos 20 anos no país, consolidando um novo cenário social, que é amparado, entre outros aspectos, pelo avanço da medicina e por diversas mudanças sociais e culturais.
Apesar dos avanços, a escolha de gestar após os 40 anos ainda precisa considerar alguns alertas, segundo especialistas. A ginecologista e obstetra da Hapvida, Denise Grossi, afirma que a fertilidade feminina tende a diminuir após os 35 anos, e, por esse motivo, uma gravidez iniciada após essa idade costuma ser considerada de risco, exigindo um acompanhamento pré-natal mais criterioso.
Conhecendo o próprio corpo
Para aumentar as chances de uma gestação segura, é indispensável manter hábitos saudáveis, incluindo uma rotina de exercícios, alimentação rica em nutrientes e um sono de qualidade.
“[Esses hábitos] Ajudam diretamente no equilíbrio hormonal e na fertilidade feminina. Com os cuidados necessários, muitas mulheres conseguem ter uma gestação saudável e tranquila”, aponta Grossi.
A ginecologista obstetra também recomenda atenção à suplementação alimentar e aos cuidados preventivos, e lembra que é importante conhecer o período fértil e acompanhar o ciclo menstrual para aumentar as chances de gravidez natural.
“Com a devida orientação médica, a mulher deve fazer uso das vitaminas essenciais, como a vitamina D. Além disso, é fundamental evitar álcool e tabaco, já que essas substâncias afetam diretamente a qualidade dos óvulos”, salienta.
Mudanças culturais e sociais
Entre 2010 e 2023, o número de mulheres que tiveram filhos nessa faixa etária cresceu mais de 80%, revelam os dados do IBGE. O cenário mostra uma mudança significativa no perfil das famílias brasileiras e nas prioridades femininas ao longo da vida.
As mulheres passaram a priorizar a formação acadêmica, a construção da carreira profissional e a busca por estabilidade financeira, antes da maternidade. Transformações sociais e culturais também contribuíram para que a escolha da maternidade deixasse de considerar apenas o “período ideal” imposto pela sociedade.
“Engravidar após os 35 anos já é comum, mas exige planejamento, devido à diminuição natural da reserva e da qualidade ovariana. Após seis meses de tentativas de engravidar sem sucesso, ou imediatamente após os 40 anos, quando se tem o desejo de engravidar, a orientação é buscar ajuda médica”, reforça a médica da Hapvida.
Por Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação






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