André Moura pode escapar de depoimento na CPMI do INSS se Supremo barrar prorrogação

O julgamento sobre a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi marcado para a próxima quinta-feira (26) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. A decisão, que será tomada no plenário da Corte, deve definir se os trabalhos da comissão serão prorrogados ou encerrados dentro do prazo atual.

Caso a prorrogação seja rejeitada, a comissão será encerrada dentro do prazo atual, o que pode impedir a oitiva de nomes já convocados, entre eles o ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, André Moura, presidente do União Brasil em Sergipe. Ele foi chamado a depor no colegiado, mas pode não ser ouvido se os trabalhos forem encerrados.

Um dos autores do pedido de convocação, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), afirma que Moura tem sido citado em investigações como possível articulador de um esquema de fraudes envolvendo o INSS, com foco especial em Sergipe.

Durante uma sessão da CPMI, em outubro de 2025, o nome de André Moura foi mencionado em meio às discussões, sendo associado à influência dentro do órgão.

O prazo atual para conclusão dos trabalhos da comissão se encerra no próximo sábado (28). Porém, o ministro do STF, André Mendonça, determinou que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, faça a leitura do requerimento que solicita a prorrogação da CPMI. Alcolumbre já se posicionou contrário à extensão do colegiado.

A decisão do STF deverá definir se as investigações sobre possíveis fraudes em empréstimos consignados envolvendo aposentados e pensionistas terão continuidade ou serão encerradas nos próximos dias.


Por Redação
Foto: Agência Câmara

Comente

Arquivos

Categorias

/* ]]> */