A sede do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (SINDIJOR-SE), situada no Centro de Aracaju, voltou a ser invadida neste domingo (28). Com este novo episódio, já são três arrombamentos registrados em um período de apenas 15 dias. A ocorrência anterior havia sido comunicada no último dia 14.
De acordo com o presidente da entidade, Guilherme Fraga, os criminosos acessaram o prédio novamente pelo telhado e furtaram a porta de alumínio do box do banheiro. Ele relembrou que, na segunda ação criminosa, foi levada apenas uma janela de alumínio, enquanto o primeiro ataque causou os maiores danos.
Na ocasião, dois aparelhos de ar-condicionado foram destruídos para retirada de fios de cobre, além do corte das redes de energia e internet. Também foram subtraídos um retroprojetor, um botijão de gás e um equipamento de som.
Ainda segundo o sindicato, o prejuízo acumulado com as sucessivas invasões é estimado em cerca de R$ 11 mil. Diante da situação, o presidente da entidade jornalística informou que já iniciou providências para reforçar a segurança do imóvel e formalizou pedido de policiamento preventivo na área, além de cobrar a identificação dos autores dos crimes e dos possíveis receptadores de materiais como cobre e alumínio.
Em nota, a Polícia Militar de Sergipe afirmou que, assim que tomou conhecimento do novo arrombamento, determinou o aumento imediato do policiamento ostensivo no entorno da sede do sindicato. A corporação destacou ainda que a operação conta com o apoio de unidades especializadas, com foco na preservação da ordem pública e no reforço da sensação de segurança na região central da capital.
A PM reforçou que qualquer informação que possa contribuir para a identificação dos suspeitos pode ser repassada de forma anônima por meio do telefone 190.
Repúdio
Os sucessivos arrombamentos à sede do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe expõem uma fragilidade preocupante na segurança da região central de Aracaju. Não se trata apenas de um ataque a uma entidade da imprensa sergipana, mas de um reflexo do abandono progressivo de áreas que deveriam contar com vigilância permanente, sobretudo após registros formais de criminalidade.
Causa estranheza e indignação o fato de a polícia ter sido informada logo no primeiro arrombamento e, ainda assim, o local ter sido alvo de novas ações criminosas em curto intervalo de tempo. Quando um prédio é invadido, torna-se evidente que há risco de reincidência, prática comum entre criminosos que testam a ausência de fiscalização e retornam ao mesmo ponto. A falta de atenção preventiva diante desse cenário acaba funcionando como um estímulo involuntário à repetição dos delitos.
A segurança pública não deve atuar apenas de forma reativa, aparecendo após o prejuízo estar consumado. É fundamental que haja inteligência policial, monitoramento estratégico e presença ostensiva nos locais já mapeados como vulneráveis. A prevenção, além de mais eficaz, é menos custosa para a sociedade e evita danos materiais, emocionais e institucionais.
O Centro da capital, espaço histórico, administrativo e simbólico, não pode ser tratado como território esquecido. O reforço do policiamento após a terceira invasão é necessário, mas tardio. O episódio precisa servir de alerta para que medidas contínuas e não apenas emergenciais sejam adotadas, garantindo segurança real e permanente – não só para o SINDIJOR, mas para todos que vivem, trabalham e circulam pela região.
Por Redação
Foto: Divulgação






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