Símbolo de esperança e justiça social, a Comenda Marcelo Déda eterniza o legado do ex-governador de Sergipe que transformou vidas e acreditou no poder da política para servir ao povo.
Nesta terça-feira, 11, o senador Rogério Carvalho (PT/SE) apresentou o Projeto de Resolução do Senado nº 51, de 2025, que institui, no âmbito do Senado Federal, a Comenda Marcelo Déda, uma homenagem a pessoas e instituições que se destacaram na luta contra a pobreza e na promoção da justiça social no Brasil.
A proposta, segundo Rogério, “é um tributo à memória, ao legado e ao exemplo de um homem que dedicou sua vida à transformação do povo sergipano e à construção de um Brasil mais justo e solidário”.
O projeto estabelece que a Comenda Marcelo Déda será concedida anualmente pela Mesa do Senado Federal, em sessão solene, a até cinco pessoas ou instituições que tenham prestado relevantes serviços na redução da pobreza e na promoção da igualdade social.
As indicações poderão ser feitas por qualquer senador ou senadora da República, acompanhadas de uma justificativa dos méritos do indicado. A seleção dos homenageados caberá ao Conselho da Comenda Marcelo Déda, formado por um representante de cada partido com assento no Senado Federal, com mandato de dois anos, renovável, conforme o projeto.
O Conselho, ainda de acordo com Carvalho, também será responsável por definir o período de inscrições e a data da premiação.
“Os nomes dos agraciados serão amplamente divulgados pelos canais oficiais do Senado e anunciados em sessão plenária especialmente convocada para celebrar a homenagem”, explicou.
O legado de Marcelo Déda
Na justificativa do projeto, Rogério Carvalho resgata a trajetória de Marcelo Déda Chagas (1960–2013), “um sergipano que fez da política um instrumento de esperança e de transformação social”.
Nascido em Simão Dias (SE), formado em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em Sergipe, Déda foi deputado estadual constituinte em 1986, deputado federal em 1994 e 1998, prefeito de Aracaju entre 2000 e 2006, quando foi reeleito com a maior votação proporcional do país, e governador de Sergipe de 2007 até seu falecimento, em 2013.
Durante sua gestão, Sergipe reduziu em 42% a pobreza extrema entre 2006 e 2011, segundo dados oficiais. Esse resultado foi alcançado graças à combinação de crescimento econômico, investimentos públicos e políticas sociais integradas. Déda também ficou marcado por seu estilo de gestão participativa, pela implantação do campus de saúde da UFS em Lagarto, pela construção de hospitais regionais e municipais, e pelo incentivo à cultura, à educação e ao turismo.
Poeta e escritor, Déda acreditava que a política devia servir para libertar e humanizar.
“Marcelo Déda foi a síntese do político sonhador e do gestor realizador. Foi o homem que olhou nos olhos do povo e enxergou ali a razão de sua luta”, destacou Rogério Carvalho.
Um tributo à esperança e à história
Para o senador, a criação da Comenda Marcelo Déda representa mais do que uma homenagem pessoal, é um gesto político e simbólico.
“Déda nos ensinou que governar é cuidar, é fazer o povo se sentir parte do Estado. Esta comenda é um modo de manter viva a chama desse ensinamento, reconhecendo quem continua a lutar para que ninguém passe fome, para que todos tenham dignidade”, afirmou.
A proposta reforça, ainda, a importância de valorizar experiências de combate à desigualdade em um país onde milhões ainda enfrentam a pobreza e a exclusão social.
“Déda foi um homem de ideias e de ação. Ele acreditava no poder da política para mudar vidas, e mudou muitas. É justo que o Senado Federal inscreva seu nome na história, para que seu exemplo continue inspirando gerações”, acrescentou Rogério.
Eterno na memória e no coração do povo
Marcelo Déda faleceu em 2 de dezembro de 2013, aos 53 anos, após uma vida dedicada à política e à poesia. Seu legado segue vivo não apenas nas obras que realizou, mas no ideal de serviço público com sensibilidade, compromisso e amor ao povo.
Com a Comenda Marcelo Déda, Carvalho reforça que o Senado Federal dá um passo importante para institucionalizar o reconhecimento a quem, como Déda, acredita na política como força de transformação social.
“Déda é eterno porque semeou esperança. E esperança não morre, ela floresce no coração de quem continua lutando pelo Brasil que ele sonhou”, concluiu Rogério Carvalho.
Por Assessoria de Imprensa
Foto: Daniel Gomes






Comente