Fábio e Emília superam divergências e se unem pelo futebol em Sergipe

Em um gesto que reforça o poder do esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social, Fábio Mitidieri e Emília Corrêa se unem em nome do esporte sergipano, somando esforços para fortalecer atletas, valorizar talentos locais e garantir que a prática esportiva chegue a todas as regiões do estado.

Essa parceria simboliza não apenas investimento em infraestrutura e premiações, mas também compromisso com a formação de novas gerações e a consolidação do futebol, do vôlei e de outras modalidades como instrumentos de transformação social em Sergipe.

Neste sentido, o futebol sergipano viveu um sábado de festa, emoção e representatividade. No dia 1º de novembro, o Batistão, em Aracaju, foi palco das grandes finais da Supercopa Serigy de Futebol Amador, competição que reuniu as principais equipes do estado em uma jornada marcada por talento, igualdade e inclusão.

Em campo, Capela e Aracaju escreveram seus nomes na história do torneio ao conquistarem os títulos das categorias masculina e feminina, respectivamente. As equipes levantaram os troféus e receberam o prêmio de R$ 50 mil cada, coroando campanhas de superação e entrega.

Capela conquista título inédito

Na final masculina, o Capela superou o Rosário do Catete por 2 a 1 em um jogo equilibrado e cheio de emoção. A vitória garantiu o título inédito da equipe e uma festa inesquecível para a torcida. O vice-campeão, Rosário do Catete, recebeu R$ 25 mil, enquanto São Domingos completou o pódio em terceiro lugar, faturando R$ 5 mil.

Aracaju domina no feminino

Entre as mulheres, o título ficou com Aracaju, que venceu Pedrinhas por 1 a 0 em uma partida tensa e decidida nos detalhes. A equipe campeã se destacou pela técnica e pela disciplina tática ao longo de toda a competição. Pedrinhas levou R$ 25 mil pelo vice-campeonato e Gararu, que ficou em terceiro, recebeu R$ 5 mil.

Premiações individuais celebram talentos sergipanos

A Supercopa Serigy também premiou os destaques individuais com R$ 10 mil distribuídos entre jogadores e treinadores que se sobressaíram.
No masculino, os premiados foram:

  • Melhor treinador: Walfredo (Capela)
  • Melhor goleiro: Kendyanderson (São Domingos)
  • Melhor jogador: Robério (Capela)
  • Artilheiro: Mikael (Tobias Barreto)
  • Revelação: Guilherme (Rosário do Catete)

No feminino, os destaques foram:

  • Melhor jogadora: Kiwanne (Gararu)
  • Melhor goleira: Cinthia Santos (Aracaju)
  • Melhor treinadora: Gracielle Costa (Aracaju)
  • Artilheira: Keyla (Gararu)
  • Revelação: Vanessa (Pedrinhas)

Em meio às comemorações, o atleta Robério Silva, destaque do Capela, celebrou o título inédito.

“Foi um campeonato muito disputado. Esse troféu é o resultado do esforço de todo o grupo. A cidade está em festa”, afirmou o jogador.

A jogadora Vanessa de Jesus, eleita melhor atleta do torneio, também comemorou.

“Essa conquista mostra que temos talento e potencial. Em 2026, vamos em busca do título”, celebrou.

Já a treinadora Gracielle Costa, que comandou o time feminino de Aracaju à vitória, destacou o peso simbólico da conquista.

“Mais do que um título, esse troféu representa a força do futebol feminino sergipano. Estamos abrindo caminhos e inspirando novas gerações”, comemorou.

Esporte, inclusão e política pública

Presente à final, o governador Fábio Mitidieri ressaltou a importância da Supercopa Serigy como ferramenta de transformação social.

“A Copa Serigy é uma política pública que valoriza o esporte amador e gera oportunidades reais. O futebol é inclusão, e essa competição é prova disso”, afirmou.

Mitidieri também anunciou o investimento de R$ 200 mil no futebol feminino para 2026, o dobro do valor repassado no ano anterior, reforçando o compromisso do Governo de Sergipe com o fortalecimento da modalidade.

A secretária de Estado do Esporte e Lazer, Mariana Dantas, destacou o protagonismo das mulheres no torneio.

“A obrigatoriedade das equipes femininas foi essencial para o sucesso da competição. O que vimos em campo foi técnica, garra e evolução. O futebol feminino sergipano vive um novo momento”, reconheceu.

Prefeita Emília Corrêa exalta protagonismo feminino

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, também prestigiou a final feminina e parabenizou as atletas pela dedicação e talento.

“Essas meninas só precisavam de incentivo e estrutura, e nossa gestão tem trabalhado para oferecer isso. Vamos muito além do discurso”, destacou.

Ela relembrou a recente inauguração da “Arena Delas”, o primeiro campo de futebol exclusivamente feminino do Brasil, localizado no Parque da Sementeira, em Aracaju.

“Esse espaço é um símbolo de igualdade e respeito. No mundo, só há dois campos exclusivos para mulheres – um nos Estados Unidos e outro aqui. Isso mostra o quanto estamos comprometidos com o futuro do esporte feminino”, salientou.

Estrutura e legado

Em sua primeira edição, a Supercopa Serigy de Futebol Amador reuniu 62 equipes de 31 municípios, somando 146 partidas em 24 cidades-sede. A competição distribuiu R$ 210 mil em prêmios de forma igualitária entre as categorias e foi viabilizada pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), em parceria com a Federação Sergipana de Futebol (FSF) e o apoio do Banese.

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp), garantiu uma estrutura completa para a competição, destinando R$ 150 mil em investimentos que cobriram despesas com transporte dos atletas, equipe técnica, ambulância, fisioterapeutas, hidratação e toda a logística necessária.

Além das premiações, todas as equipes receberam kits esportivos completos, com bolas oficiais, redes, uniformes e transporte, totalizando R$ 650 mil em investimentos – um marco na estruturação do futebol amador sergipano.

Futebol sergipano em ascensão

Mais do que um torneio, a Supercopa Serigy consolidou-se como um projeto de inclusão, igualdade e desenvolvimento esportivo, que revela talentos e movimenta comunidades de todas as regiões do estado.

Entre emoção, festa e celebração, ficou a certeza de que o futebol amador de Sergipe segue crescendo – e agora, mais do que nunca, com as mulheres dividindo o protagonismo dentro e fora de campo.



Por Redação
Foto: Erick O’ Hara/ASN

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