O que poderia ser apenas mais uma manhã de sábado tranquila no litoral sul de Aracaju foi abruptamente interrompida por uma cena impactante: a carcaça de um tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) apareceu nas areias da Praia do Mosqueiro, despertando preocupação entre ambientalistas e banhistas.
Confirmado pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), o animal já estava em avançado estado de decomposição quando foi localizado. Mais do que o cheiro forte ou o tamanho imponente da carcaça, o que chocou foi o sinal claro de uma prática cruel: o tubarão apresentava marcas do chamado finning, corte das barbatanas que geralmente é feito ainda com o animal vivo — um método ilegal e devastador, muitas vezes ligado à pesca predatória.
Embora ainda não se saiba se o tubarão teve suas barbatanas removidas antes ou após a morte, há indícios de que ele tenha sido vítima da atividade pesqueira na região. O caso acende um alerta para a fragilidade da vida marinha diante da ação humana.
A FMA suspeita que o animal seja o mesmo que foi filmado nadando próximo à Ilha dos Namorados, na sexta-feira (1º), em imagens que circularam pelas redes sociais. Levado pela maré, o corpo teria sido arrastado até a faixa de areia do Mosqueiro, onde foi encontrado sem vida.
Espécie comum na costa nordestina, o tubarão-tigre é um predador de topo e exerce papel fundamental no equilíbrio dos oceanos. Sua morte, especialmente sob suspeitas de interferência humana, é mais do que uma perda isolada, é um sinal preocupante sobre o estado dos nossos mares.
A equipe técnica da FMA já se deslocou para o local com o objetivo de documentar a ocorrência e colher informações para investigação. Em nota, a fundação reforçou a importância da conscientização ambiental e pediu apoio da população para que casos como este não passem despercebidos.
Se você avistar tartarugas, aves ou mamíferos marinhos vivos em situação de risco, ou mortos, entre em contato com os canais da FMA: 0800 079 3434 (horário comercial) ou o plantão (79) 99130-0016.
Por Redação
Foto: FMA






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