Em avançado estado de decomposição, a carcaça de uma baleia-jubarte foi encontrada por equipes do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-SEAL), executado pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA).
Com impressionantes 12,1 metros de comprimento, o animal foi identificado como uma Megaptera novaeangliae, espécie conhecida tanto por suas acrobacias fora d’água quanto pelos cantos misteriosos que percorrem o oceano. Técnicos da FMA se deslocaram até o local para realizar a necropsia e coletar dados que possam esclarecer as causas da morte do cetáceo.
O episódio traz à tona um alerta importante: Sergipe está no meio da rota migratória das jubartes. Entre os meses de junho e novembro, milhares delas deixam as águas gélidas da Antártida e rumam para o calor tropical do Brasil para se reproduzir e dar à luz. No trajeto, o litoral sergipano costuma servir de palco para exibições naturais que encantam moradores e turistas.
Esses gigantes marinhos, que podem atingir até 16 metros de comprimento e pesar cerca de 40 toneladas, vêm recuperando sua população após décadas de caça predatória. Hoje, estima-se que cerca de 30 mil jubartes circulem pela costa brasileira, graças aos esforços de preservação iniciados há mais de 30 anos.
Mesmo assim, o cenário ainda inspira cuidados. Colisões com embarcações, redes de pesca, poluição sonora e mudanças climáticas são algumas das ameaças que rondam as jubartes. Por isso, a FMA reforça: ao avistar uma baleia, mantenha distância segura, registre com fotos ou vídeos, e acione os órgãos responsáveis. Em Sergipe, o contato com a Fundação pode ser feito pelo telefone (79) 99130-0016.
A presença da carcaça na Caueira, embora triste, também serve como símbolo da biodiversidade que ainda resiste no litoral sergipano, e um lembrete de que a convivência respeitosa entre o homem e o oceano é essencial para que histórias como essa não tenham um fim tão silencioso.
Por Redação
Foto: FMA






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