Os músicos sergipanos, representados pelo Sindicato dos Músicos do Estado de Sergipe (SINDIMUSE-SE), deram início a uma campanha estadual de respeito e valorização da categoria em Sergipe.
Entre as principais reivindicações da classe, está o respeito ao valor dos cachês, seguindo as normas dos contratos acordadas e considerando o aumento da inflação. A classe musical também solicita a divulgação ampla do chamamento de contratação de músicos e artistas para as programações culturais nos 75 municípios sergipanos.
“Queremos que o evento a ser promovido pelo município ou governo do estado seja divulgado de forma ampla e com transparência para que todos tenham conhecimento da programação, a fim de que nossos músicos tenham acesso aos eventos culturais e tradicionais, já que na maioria das vezes a programação é feita em quatro paredes, bem no “jeitinho sergipano”, observa Tonico Saraiva, presidente do SINDIMUSE.
“A Constituição Federal defende que todo trabalhador brasileiro tem o direito de trabalhar no seu território. Se tem tanto dinheiro para gastar com artistas milionários não é justo que os nossos músicos locais passem por tantas dificuldades e fiquem apenas com os “centavos” que sobram, isso quando tem a sorte de ser contemplado”, completa o sindicalista.
Conhecedor das dificuldades dos músicos sergipanos e um defensor intransigente das causas da classe musical sergipana, Tonico Saraiva defende mais políticas públicas para o setor e cobra do poder público menos burocracia nos editais e maior prazo, a fim de que os profissionais da área possam efetivamente concorrer ao processo seletivo cultural.

“Precisamos de mais políticas públicas e respeito aos músicos, a nossa categoria, que é historicamente discriminada pela maioria dos nossos gestores públicos. O SINDIMUSE defende um prazo maior, tempo hábil para os editais dos eventos, menos burocracia nesses editais, para que os músicos possam se preparar para participar, por que muitos prefeitos e secretários de cultura criam muitas dificuldades para atender os músicos”, critica Tonico.
“Se não acabarem ou pelo menos reduzirem as burocracias impostas nos editais, vou entender que é porque eles não querem que os pequenos profissionais da música participem dos eventos culturais. Espero que os nossos governantes e gestores tenham a compreensão e repensem esses editais, porque hoje eles são mais exclusivos que inclusivos. Precisamos desburocratizar esses editais e torná-los democráticos de fato e de direito, bem como democratizar as festas no estado de Sergipe”, conclui.
A campanha já conta com o apoio de diversas personalidades culturais, a exemplo dos cantores Chico Queiroga, Antônio Rogério e Erivaldo de Carira, bem como de personalidades do mundo político, principalmente, como o governador Fábio Mitidieri (PSD), que fez questão de registrar seu apoio.




Por Redação
Fotos: SINDIMUSE






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