Desembargador preso na Operação Unha e Carne é solto por decisão de Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a soltura do desembargador federal Macário Júdice. Ele havia sido preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em dezembro do ano passado. 

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, sua prisão preventiva foi convertida em medidas cautelares e uso de tornozeleira eletrônica. 

Macário Júdice atua no 2º Tribunal Regional Federal (TRF 2) e foi preso na segunda fase da Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas da investigação contra o ex-deputado estadual TH Joias.

A prisão dele foi um desdobramento da operação que já havia prendido dias antes, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), agora ex-deputado Rodrigo Bacellar.

Segundo o advogado de Rodrigo Bacellar, Daniel Bialski, o ministro Alexandre de Moraes também decidiu transferir seu cliente, da penitenciária federal de Mossoró para o sistema penal fluminense.

Ele disse, no entanto, que ainda não há informações sobre o destino de Bacellar. O STF não deu informações sobre a transferência do ex-deputado.

Relembre o caso

A Operação Zargun teve como alvo principal o então deputado estadual TH Joias, em setembro. Ele é acusado de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), que inclui a intermediação de compra e venda de armas. Ele tinha assumido uma vaga na Alerj como suplente, cargo que perdeu após a prisão, com a volta ao cargo do deputado titular.

No começo de dezembro, a primeira fase da Unha e Carne prendeu o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, acusado de ter passado informações da Zargon para TH Joias. Bacellar chegou a ficar cinco dias presos, tendo sido libertado após uma decisão da Alerj que revogou a prisão. No dia seguinte à soltura, ele pediu licença do cargo.

O desembargador Júdice Neto é relator do processo contra TH Joias. O magistrado estava detido na superintendência da PF no Rio de Janeiro. Além da prisão preventiva, a operação Unha e Carne 2 cumpriu á época dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os dois estados da jurisdição do TRF2.


Por Redação
Foto: PF

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