A implantação do Cemitério Vertical Ecológico Municipal será tema de uma audiência pública promovida pela Prefeitura de Aracaju, na terça-feira (10), às 14h, no auditório do Ministério Público de Sergipe (MP-SE). A reunião tem como objetivo apresentar informações sobre a proposta, esclarecer dúvidas e discutir os locais estudados para a instalação do empreendimento.
A iniciativa ocorre em meio ao debate sobre a escolha do terreno para a construção do equipamento. Inicialmente, a administração municipal anunciou a possibilidade de utilizar uma área no bairro Santo Antônio, onde está instalada a TV Atalaia. A proposta provocou manifestações contrárias e questionamentos de vereadores, levando o município a reconsiderar as opções e incluir novas localidades no levantamento.
De acordo com a Prefeitura, o estudo inicial envolvia três terrenos apontados pela gestão anterior, situados nos bairros Japãozinho e Ponto Novo, além da Zona de Expansão, na região de Areia Branca. Posteriormente, áreas nos bairros Santo Antônio e Santa Maria também foram incorporadas à análise.
A construção do novo cemitério está relacionada ao cumprimento de uma decisão judicial expedida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público em 2006. O processo determina que o município amplie a disponibilidade de vagas nos cemitérios públicos, diante da necessidade de atender à demanda da população.
Estrutura e proposta ambiental
O projeto arquitetônico prevê uma capacidade inicial de 5 mil lóculos, espaços destinados à realização de sepultamentos. A estrutura poderá ser ampliada futuramente com a construção de um segundo pavimento.
Além dos compartimentos funerários, o complexo deverá dispor de ossuário, seis salas de velório, centro ecumênico, área de contemplação, banheiros e estacionamento.
A proposta adota o modelo de cemitério vertical com soluções voltadas à proteção ambiental. Conforme a Prefeitura, o sistema construtivo prevê mecanismos de vedação para evitar que o necrochorume alcance o solo, além de dispositivos para tratamento dos gases gerados no processo de decomposição.
A audiência pública deverá contribuir para ampliar o diálogo com a sociedade e apresentar os aspectos técnicos do projeto antes do avanço das próximas etapas de implantação.
Por Redação
Foto: Emurb












