Flávio Bolsonaro e Lula empatam tecnicamente no 2º turno; senador lidera rejeição, aponta Indexa

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem em situação de empate técnico em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de 2026. Os dados são da pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta quinta-feira (15), que aponta uma disputa acirrada entre os dois políticos.

Na comparação dos votos válidos, cálculo que exclui as opções em branco e nulo, Flávio Bolsonaro aparece com 51% das intenções de voto, enquanto Lula registra 49%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os números não indicam uma vantagem estatisticamente consolidada de nenhum dos candidatos.

Rejeição supera 50% entre os dois candidatos

O levantamento também avaliou a disposição dos eleitores em votar nos dois nomes. No caso de Flávio Bolsonaro, 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele em nenhuma hipótese. Por outro lado, 41% disseram ter o voto definido a favor do senador, enquanto 6% admitiram a possibilidade de apoiá-lo.

Outros 1% declararam não conhecer o parlamentar o suficiente para decidir, e a mesma proporção não soube responder ou preferiu não opinar.

Entre os eleitores consultados sobre Lula, 50% afirmaram que não votariam no atual presidente de forma alguma. O percentual dos que garantem votar nele chegou a 40%, enquanto 9% disseram que ainda poderiam escolher o petista. Os que não souberam responder ou não apresentaram uma posição somaram 1%.

Os dados mostram índices elevados de rejeição para os dois concorrentes, ao mesmo tempo que apontam grupos expressivos de eleitores com voto definido ou ainda abertos à possibilidade de mudança.

Disputa presidencial mobiliza eleitorado

A simulação divulgada pela Indexa/Broadcast indica um cenário de forte competitividade entre Lula e Flávio Bolsonaro na etapa final da disputa presidencial. A diferença de dois pontos percentuais nos votos válidos permanece dentro da margem de erro do levantamento, o que reforça a proximidade entre os dois nomes.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e ouviu 2 mil eleitores por telefone, em diferentes regiões do Brasil, nos dias 13 e 14 de outubro. O estudo informa nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04629/2026.


Por Redação
Foto: Agência Brasil

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