“Estão destruindo a direita e o plano de Bolsonaro”, diz Ricardo Marques, que desabafa: “A quem interessa ter tirado minha candidatura?”

O candidato ao Governo de Sergipe pelo PL, Ricardo Marques, reagiu na noite desta quarta-feira (30) à decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) que impediu a continuidade de sua candidatura após a renúncia de Érico Menezes ao cargo de vice-governador. Em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, Ricardo afirmou que pretende analisar juridicamente o caso e fez duras críticas a integrantes do próprio partido.

Ricardo participou da live ao lado da candidata a deputada estadual Cecília Marques (PL). Durante a transmissão, o candidato disse que já esperava enfrentar dificuldades na disputa, mas afirmou ter se surpreendido com o que classificou como uma série de movimentos para inviabilizar sua candidatura.

Segundo Ricardo, os conflitos dentro do partido teriam começado ainda durante a convenção que definiu as candidaturas. Ele afirmou que Rodrigo Valadares, presidente estadual do PL e candidato ao Senado, teria manifestado naquele momento que as candidaturas proporcionais e a disputa pelo Governo do Estado não seriam prioridades da legenda.

Na avaliação de Ricardo, a situação representa um conflito dentro do campo político ao qual pertence.

“Essas pessoas que hoje acham que são donos da direita estão destruindo a direita e o plano de Bolsonaro”, disse Ricardo durante a transmissão.

O candidato afirmou que sabia que o desafio seria grande, mas que não imaginava que “tentariam de tudo” para derrubá-lo, “principalmente de pessoas que deveriam ser aliados”. A quem interessa ter tirado minha candidatura?”, questionou.

Ricardo também afirmou que continuará apoiando Flávio Bolsonaro e citou nomes do PL que, segundo ele, contam com seu apoio, entre eles o candidato a deputado federal Luizão Dona Trumpi e o candidato ao Senado, Coronel Rocha. Ele disse ainda acreditar que Flávio Bolsonaro não estaria informado sobre os acontecimentos envolvendo o partido em Sergipe.

Possibilidade de recurso

Diante da decisão do TRE, Ricardo informou que solicitou à sua equipe jurídica uma avaliação sobre as medidas que podem ser adotadas para tentar reverter o entendimento da Justiça Eleitoral.

A decisão desta quarta-feira foi tomada após o tribunal homologar a renúncia de Érico Menezes. A juíza Brígida Declerc Fink considerou que a candidatura majoritária é formada por uma chapa única e indivisível e, portanto, não seria possível manter Ricardo na disputa de maneira isolada. A decisão é passível de recurso.

A princípio, Ricardo também negou qualquer articulação ou aproximação, neste momento, com o candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho.

Cecília questiona futuro da própria candidatura

Durante a mesma transmissão, Cecília Marques afirmou que passou a avaliar a possibilidade de desistir da candidatura a deputada estadual depois dos acontecimentos envolvendo Ricardo.

A candidata criticou o que considera falta de apoio interno e afirmou que não pretende participar de um projeto político com o qual não concorda. “

Não vou servir de escada para um projeto que é de esquerda dentro do PL”, declarou Cecília, que é esposa de Ricardo.

Ao comentar a saída de Érico Menezes da chapa, Cecília também levantou questionamentos sobre os motivos da decisão.

“A decisão que o vice tomou foi extremamente calculada. A quem interessa esta queda de Ricardo?”, indagou.

A saída de Érico foi a segunda mudança na composição da chapa de Ricardo durante a campanha. Em 15 de agosto, Pastora Salete, então cotada para ocupar a vice, também abandonou a disputa e declarou apoio a Valmir de Francisquinho. Na ocasião, ela apontou falta de prioridade e de unidade dentro do PL.


Por Redação
Foto: Instagram

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