Enquanto cúpula partidária despeja milhões em campanhas pelo país e em candidatos com menor expressão, pleito do sergipano sofre apagão financeiro, evidenciando manobras de sabotagem da direção estadual.
A corrida eleitoral de 2026 pelo Governo de Sergipe ganhou novos contornos nos bastidores do Partido Liberal (PL). Dados oficiais divulgados pela própria legenda e registros da Justiça Eleitoral, aos quais o Hora News teve acesso, apontam uma expressiva diferença na distribuição de recursos entre candidatos do partido ao cargo de governador em diferentes estados. Em Sergipe, o candidato do PL, Ricardo Marques, aparece no centro da controvérsia, diante do baixo volume de recursos destinados à sua campanha pela direção partidária.
Segundo o levantamento estatístico mais recente do Real Time Big Data, realizado em 22 de setembro de 2026, Ricardo Marques pontua com 10% das intenções de voto no estado. Surpreendentemente, mesmo apresentando um desempenho competitivo e estando à frente de outros candidatos da própria legenda em estados importantes – como é o caso de Flávio Roscoe, em Minas Gerais, que registra apenas 8% na pesquisa do Real Time Big Data de 21 de setembro de 2026 -, Ricardo amarga uma marca inadmissível: R$ 0,00 em recursos repassados pelo partido do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
A seletividade na distribuição de verbas evidencia o que correligionários e analistas políticos já apontam como uma articulação interna deliberada para enfraquecer a candidatura em Sergipe. Enquanto Roscoe, mesmo atrás de Ricardo nas pesquisas, recebeu uma robusta injeção de R$ 4.275.833,00 dos cofres partidários, o diretório estadual, comandado por Rodrigo Valadares, parece ignorar completamente o potencial de crescimento do PL em solo sergipano.

O contraste fica ainda mais gritante quando se observa o cenário nacional. Candidatos do PL em outros estados contam com fortunas milionárias para suas campanhas: Arthur Henrique (RR) lidera com 63% e recebeu R$ 2,5 milhões; Marcos Rogério (RO) tem 50,3% dos votos válidos e conta com R$ 3,72 milhões; Jorginho Mello (SC) possui 49% e dispõe de R$ 5,71 milhões; Sergio Moro (PR), com 35%, recebeu R$ 11,3 milhões; e Douglas Ruas (RJ), com 26,7%, lidera os repasses com expressivos R$ 17,78 milhões. Até mesmo em praças onde o índice é equiparável ou inferior, como a Paraíba (Efraim Filho, 16%, com R$ 6,87 milhões) e o Rio Grande do Norte (Álvaro Dias, 17,5%, com R$ 5 milhões), os recursos fluem normalmente.
Para lideranças locais, a ausência absoluta de repasses financeiros para Ricardo Marques não é um mero descuido administrativo, mas sim uma estratégia calculada da direção estadual para asfixiar a campanha, boicotar o crescimento político de sua base e minar as chances de vitória no estado. Privar um candidato competitivo de qualquer suporte financeiro em pleno período eleitoral transforma a disputa em uma concorrência desleal — gerada de dentro para fora.
Enquanto o slogan nacional prega que “Um Brasil mais forte começa nos estados”, a realidade vivida por Ricardo Marques em Sergipe demonstra exatamente o oposto: um projeto esvaziado pela própria direção do partido, que parece trabalhar ativamente para sabotar sua eleição e prejudicar o sucesso do grupo nas urnas sergipanas.
Por Redação
Foto: Divulgação






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