Professores endurecem greve em Sergipe após quase um mês sem avanço nas negociações

A paralisação dos professores da rede estadual de Sergipe permanece sem previsão de encerramento, quase um mês após o início do movimento. Deflagrada em 8 de setembro, a greve foi mantida pela categoria, que cobra do Governo do Estado avanços nas reivindicações apresentadas pelo magistério.

À frente das mobilizações, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) reivindica uma reunião com a gestão de Fábio Mitidieri para discutir uma proposta relacionada ao cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A cobrança envolve a declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual nº 213/2011.

Além da questão determinada pelo STF, o sindicato também defende mudanças na estrutura salarial da carreira dos professores. A entidade pede a revisão dos percentuais de escalonamento do plano de carreira do magistério, com valores que variam atualmente entre 40% e 100%.

A agenda de mobilizações continua ao longo desta semana. Nesta terça-feira, 6, professores se reúnem em frente ao Palácio de Despachos, em Aracaju. De lá, o grupo seguirá em caminhada até a sede da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

A categoria também programou uma nova manifestação para quinta-feira, 8. A chamada Marcha do Magistério terá concentração a partir das 14h, no Parque da Sementeira, na capital sergipana.

O futuro da paralisação será discutido na sexta-feira, 9, quando o Sintese realizará uma nova assembleia geral com os professores. Na ocasião, os trabalhadores deverão avaliar o andamento das negociações e decidir se a greve será mantida ou encerrada.


Por Redação
Foto: Caroline Santos

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