O coach e empresário Pablo Marçal afirmou que estaria disposto a assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. A declaração foi feita no domingo (4), durante o programa da BNTV Brasil, quando o empresário comentou o resultado do primeiro turno e falou sobre sua disposição de participar de um eventual governo do senador.
Ao mencionar uma possível indicação para o Supremo, Marçal disse que não apenas aceitaria o cargo, mas que teria uma atuação contundente na Corte.
“O que o Flávio falar, eu estou na guerra. Se o Flávio quiser me pôr de ministro do STF, eu também tenho o meu diploma de Direito, eu vou tocar o terror lá no STF”, declarou.
A manifestação ocorreu dias depois de Flávio Bolsonaro anunciar que gostaria de contar com Marçal em sua equipe caso chegasse ao Palácio do Planalto. Em 29 de setembro, o candidato afirmou que o empresário poderia atuar em áreas relacionadas ao empreendedorismo e à mobilidade social.
Na ocasião, os dois anunciaram uma aproximação política e disseram estar “unindo forças” em uma coalizão. A informação foi confirmada pela assessoria de Flávio ao SBT News.
Indicação ao Supremo depende do Senado
Apesar da disposição manifestada por Marçal, uma eventual indicação ao STF não poderia ser feita exclusivamente pelo presidente da República.
Pelas regras constitucionais, cabe ao chefe do Executivo indicar o nome, mas o escolhido precisa passar por sabatina no Senado Federal e obter a aprovação dos senadores antes de ser nomeado para o tribunal.
A Constituição também estabelece requisitos para o cargo. O candidato precisa ter entre 35 e 70 anos, possuir notório saber jurídico e apresentar reputação ilibada.
Marçal citou durante a declaração seu diploma de Direito como argumento para se colocar como possível candidato à vaga.
Empresário afirma estar disponível para outras funções
Na mesma participação televisiva, o empresário ampliou a lista de possíveis funções que estaria disposto a exercer em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Marçal mencionou inclusive a possibilidade de assumir uma área que chamou de “Superinteligência”. Segundo ele, sua intenção seria colaborar com o governo em qualquer posição que lhe fosse oferecida.
“Se ele quiser me colocar para ser o ministro da ‘Superinteligência’, se quiser me colocar para qualquer coisa eu estou dentro”, afirmou.
A declaração reforça a aproximação entre os dois políticos e a intenção de Marçal de integrar a administração caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno.
Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o registro de sua candidatura à Presidência da República e determinou sua inelegibilidade até 2032.
Por Redação
Foto: Reprodução/Filipe Sabará












