O vereador Lúcio Flávio, presidente do PL em Aracaju, rebateu as críticas após a repercussão de uma declaração sobre o funcionamento de instituições públicas e as possibilidades de venda ou fechamento de órgãos considerados ineficientes.
Em entrevista à Jovem Pan Aracaju, nesta terça-feira (13), durante o programa Jornal da Manhã, o parlamentar negou ter defendido o fechamento da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e acusou o vereador Elber Batalha Filho (PSB) de distorcer suas palavras.
A polêmica ganhou repercussão na imprensa depois que Elber divulgou trechos da fala nas redes sociais e criticou o posicionamento do colega na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju. O episódio provocou questionamentos sobre a declaração de Lúcio e sua interpretação em relação à universidade federal.
Durante a entrevista, Lúcio afirmou que não mencionou a UFS em sua manifestação original e sustentou que o conteúdo divulgado por Elber teria sido editado para dar a entender que ele defendia o encerramento das atividades da instituição.
“O irresponsável do vereador Elber Batalha postou na rede social dele, de maneira leviana, ele fez uma edição e um corte da minha fala, juntando falas em momentos diferentes, querendo insinuar que eu disse para fechar a Universidade Federal de Sergipe, o que é uma mentira”, declarou.
O vereador também contestou a avaliação de que sua fala teria sido amplamente rejeitada pela população. Segundo ele, o vídeo publicado em suas redes sociais na noite anterior à entrevista já havia ultrapassado 30 mil visualizações. Lúcio afirmou ainda que, em uma análise dos comentários, identificou manifestações favoráveis ao seu posicionamento.
“Eu postei o vídeo na noite de ontem, ele já passa de 30 mil visualizações e, numa métrica rápida dos comentários, a sociedade aprovou a minha fala”, disse.
Lúcio enumera três caminhos para instituições públicas
Ao explicar o conteúdo de sua declaração sobre fechamento de universidades públicas, o parlamentar afirmou que se referia, de maneira geral, a instituições públicas que, na avaliação dele, não cumprem adequadamente suas funções ou não entregam serviços satisfatórios à população.
Lúcio argumentou que essas estruturas são mantidas com recursos provenientes dos impostos pagos pelos cidadãos e, por isso, devem oferecer serviços de qualidade. Na entrevista, apresentou três alternativas para instituições que considera ineficientes: melhorar o funcionamento, ser vendidas ou fechar as portas.
“Só existem três caminhos para a instituição pública que custa caro para o povo trabalhador, que está prestando serviço ruim. Só tem três caminhos: uma tem que ficar boa, tem que melhorar, tem que prestar o serviço correto”, afirmou.
Em seguida, resumiu as outras possibilidades: “Ou ela fica boa, ou ela é vendida, ou ela é fechada”, defendeu.
O vereador também comparou a carga tributária brasileira à qualidade dos serviços oferecidos pelo poder público, defendendo que a população deveria receber um atendimento compatível com os impostos que paga.
Apesar de negar que tenha direcionado a declaração à UFS, a menção ao fechamento de instituições públicas está no centro da controvérsia, especialmente após a divulgação dos trechos nas redes sociais e as críticas feitas por Elber Batalha.
Lúcio ataca Elber após polêmica sobre a UFS
A entrevista à Jovem Pan Aracaju também foi marcada pelo tom contundente adotado por Lúcio Flávio ao se referir ao colega de parlamento. Além de acusá-lo de divulgar uma versão distorcida da declaração, o vereador atribuiu a atitude à esquerda e usou expressões ofensivas contra Elber.
“De maneira desonesta, como bem é próprio da esquerda, de maneira muito mentirosa, como bem é próprio dos esquerdistas, ele pega uma das minhas três opções e diz que eu falei para fechar a Universidade Federal de Sergipe. Canalha e irresponsável”, declarou, intensificando o confronto entre os dois parlamentares.
O episódio ampliou o debate político em torno da UFS e da responsabilidade dos representantes públicos ao tratar de instituições de ensino superior. Enquanto Lúcio sustenta que sua fala foi retirada de contexto e que se referia à eficiência dos serviços públicos em geral, a manifestação repercutida por Elber colocou em evidência a possibilidade de fechamento da universidade.
Por Redação
Foto: Divulgação












