O senador Eduardo Amorim (PSC) rompeu o silêncio nesta terça-feira (06) e falou sobre a polêmica envolvendo o empréstimo de R$ 727 milhões que o Estado de Sergipe pretende contrair junto ao Governo Federal. Os recursos são oriundos do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e do Distrito Federal (Proinveste).
Salientando que os deputados estaduais devem ter cautela na análise do projeto, o senador observou que em apenas três governos o Estado já contraiu mais de R$ 1 bilhão. Ele destacou ainda o prazo para pagamento do empréstimo, que é de 20 anos, o que pode inviabilizar as próximas gestões.
“Minha opinião é de cautela, cuidado, por que é dinheiro que vamos pagar juros. Aí alguém pode perguntar, dizer: é dinheiro que vai ajudar na economia. Correto, mas também é dinheiro que vai sair. É dinheiro que vai sair durante 20 anos, é até 2033 que Sergipe irá pagar a dívida. É lembrar que em três governos já foram tomados de empréstimos mais de R$ 1 bilhão. Não podemos postergar o futuro, mas não estou dizendo também que não deva fazer o empréstimo, mas é preciso que haja cautela por que são R$ 727 milhões”, advertiu o senador.
Eduardo Amorim lembrou que melhor do que o empréstimo é a liberação das emendas parlamentares, que juntas somam cerca de R$ 300 milhões. O senador frisou que o futuro não pode ser postergado por um empréstimo.
“Por que não buscarmos algumas necessidades que já foram apresentadas nas emendas da União? São quase R$ 300 milhões, tanto de emendas individuais como coletiva. Esse é o melhor recurso por que a gente não vai ter que pagar. Não podemos postergar o futuro, mas não estou dizendo também que não deva fazer o empréstimo, mas é preciso que haja cautela por que são mais de R$ 700 milhões”, alertou.
Em relação alguns comentários de setores da imprensa dando conta que o senador seria o principal obstáculo para impedir a aprovação do Proinveste, Eduardo lamentou as críticas as classificando de maldosas e caluniosas.
“A gente fica triste em ver vários comentários maldosos, calunias e difamações. O que eu defendo é o zelo pelo que é público. E o que é público é do povo, e o que é do povo é coisa sagrada. Não sou contra, também não sou a favor. O que defendo é a cautela na aprovação deste empréstimo”, concluiu.
Da Redação com informações do Programa Jornal da Tarde (Ilha FM/Rádio Comércio)





