Capitán sempre foi um cão dedicado e fiel ao dono, o argentino Miguel Guzman. Não o largava em casa, seguia pelo jardim e ficava sempre ao lado de Guzman em todos os cômodos da casa dele, em Córdoba. O pastor alemão, adotado em 2005, continua sem largar o dono, mesmo após a morte do argentino, em 24 de março de 2006.
O cão intriga a família de Guzman: dorme em cima ou ao lado do túmulo dele há seis anos. Nunca mais voltou para casa. Só sai do cemitério para comer.
“Capitán fugiu de casa desde que Miguel morreu. Desapareceu e só foi encontrado dias depois. Fui com meu filho ao cemitério visitar o túmulo e o vimos lá. Ele latia de um jeito triste. Parecia que estava chorando mesmo”, conta Verônica Guzman, viúva de Miguel.
Mãe e filho levaram Capitán para casa. Mas ele não ficou muito tempo. Fugiu de casa e sumiu de novo. Foi encontrado no cemitério, em cima da sepultura de Miguel.
Capitán foi um presente que o filho de Miguel, Damian, deu ao pai. Damian disse que já tirou o cão do cemitério outras vezes, mas ele sempre volta ao lugar.
“É um carinho que ultrapassa todos os limites da afeição”, diz Verônica Guzman.
Hector Baccega, diretor do cemitério, diz que Capitán é alimentado pelos funcionários do local.
“Ele costuma sair para andar em volta do cemitério. E costuma retornar por volta das 18 horas, quando anoitece. E fica ali, ao lado do túmulo, até de manhã”, relata.
Fonte: R7





