Na manhã desta quarta-feira (5), o prefeito de Estância e presidente da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES), Ivan Leite, viajou a Brasília para participar de uma reunião do Conselho Político da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Assim como outros presidentes de federações municipais de todo o país que se deslocaram de suas cidades até a capital brasileira, o gestor voltou de lá indignado com o cancelamento injustificado da audiência com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O encontro seria realizado no Palácio do Planalto, a fim de discutir a crise financeira enfrentada pelos municípios.
“Nos últimos dias, encaminhei e-mails aos prefeitos sergipanos, incentivando-os a expressar alternativas e ideias úteis à reunião do conselho da CNM. Em reunião com o Conselho Político da CNM pela manhã, nós, presidentes das federações, juntos com a própria Confederação, elaboramos um documento que seria encaminhado à ministra Ideli Salvatti na audiência. Esperávamos decisões favoráveis aos municípios, mas a audiência sequer aconteceu e, pior, foi cancelada de última hora. Na minha concepção, essa atitude foi desrespeitosa para com os cidadãos que viajaram até Brasília em busca de soluções para seus municípios”, lamentou Ivan Leite.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, divulgou nota oficial sobre o cancelamento de reunião no Palácio do Planalto, citando a importância do diálogo para a construção da Federação e o desrespeito da situação com o movimento municipalista. O documento foi assinado pelos representantes das entidades estaduais presentes na reunião da manhã para ser entregue à tarde, no Palácio.
Em crise
Pela manhã, o Conselho Político da CNM se reuniu com os representantes municipais para reforçar alerta sobre o atual cenário da crise financeira dos municípios. Os gestores manifestaram preocupação com a redução no arrecadamento de receitas, com os Restos a Pagar de obras em andamento, com a renúncia fiscal do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com o impacto do Piso dos Professores e o salário mínimo, com a omissão do governo federal no financiamento da saúde e o subfinanciamento dos programas federais, entre outras questões. “Em ano de final de mandato, esses problemas tomam proporções muito maiores. Essas mobilizações são fundamentais para tentarmos convencer o governo da situação em que nossos municípios se encontram”, frisou o presidente da FAMES.
Fonte: Empauta





