O deputado federal André Moura, líder da bancada do PSC, concedeu entrevista a rádio Câmara em Brasília, na manhã desta quinta-feira (30), sobre o Projeto de Lei 2210/2011, que penaliza as torcidas organizadas que provocam tumulto antes, durante ou depois de eventos esportivos. A violência praticada nas arenas e eventos esportivos preocupa a sociedade por tamanha ousadia.
Nos eventos, principalmente de futebol, as torcidas praticam numerosos atos de vandalismo tendo como principal alvo a torcida rival. Apesar dos números assustadores esses casos são muito mais frequentes quando os jogos acontecem entre equipes da mesma cidade, especialmente em partidas de equipes das capitais. Dentre as principais causas de brigas, está a exacerbação das rivalidades entre as camadas menos favorecidas (formação de gangues nos bairros e aglomerados) com roupagem futebolística, e a cultura do medo entre essas mesmas camadas, que levam a uma postura intimidatória.
Na propositura do líder do PSC, sugere que no entorno dos jogos – as chamadas zonas cinzentas – haja monitoramento, para evitar casos de enfrentamentos, como os noticiados policiais semanalmente são divulgados. O clássico sempre chama atenção e há vários casos de mortos em regiões mais distantes. E para fortalecer o conteúdo da propositura o futsal tem sido o maior alvo desses encontros, já que a polícia e as entidades responsáveis não dão as devidas atenções para o encontro das torcidas.
No PL 2210/2011 os dias anteriores e posteriores dos jogos necessitam de atenção para coibir atitudes de violência e vandalismo. Moura fala que a falta de controle das torcidas organizadas, que hoje se preocupam com o espetáculo visual e não com os integrantes, visam a quantidade e não a qualidade deles.Uma forma para impedir esses atos nas torcidas seriam a de se obter uma organização interna, um cadastro atual e monitorado dos integrantes para que a legislação seja aplicada em qualquer ocasião aos famosos brigões.
Por Rosi Araújo





