O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) divulgou uma nota nesta sexta-feira (14) para esclarecer sua autodeclaração racial como pardo. Segundo o parlamentar, a identificação não surgiu recentemente nem teria relação com estratégias eleitorais.
Alessandro afirmou que foi registrado como pardo desde o nascimento e que a informação já constava em sua primeira carteira de identidade. Ele também destacou que a mesma classificação foi utilizada nos registros de suas candidaturas nas eleições de 2018 e 2022.
“Minha identificação racial como pardo não é uma coisa recente ou eleitoral. Ela reflete um respeito às minhas origens. Fui registrado como pardo e minha primeira carteira de identidade já trazia essa informação”, esclarece.
De acordo com o senador, nas duas disputas eleitorais seus registros foram deferidos pela Justiça Eleitoral sem impugnações relacionadas à autodeclaração racial. Ele ressaltou ainda que, em 2018, não existia o atual sistema de distribuição de recursos eleitorais baseado em critérios de gênero e raça.
“Participei das eleições de 2018 e 2022 com registro de candidatura deferido como pardo em ambas as ocasiões, sem qualquer impugnação por parte da Justiça Eleitoral. Vale destacar que, em 2018, sequer havia sistema de cotas raciais para candidaturas. Ou seja, minha autodeclaração como pardo antecede qualquer relação com esse mecanismo”, explica.
Na manifestação, o parlamentar afirmou que sua autodeclaração, portanto, seria anterior à adoção de mecanismos de incentivo relacionados às cotas raciais para candidaturas.
Para as eleições deste ano, Alessandro disse ter tomado uma medida adicional para afastar qualquer possibilidade de associação entre sua identificação racial e eventual benefício eleitoral. Segundo ele, antes mesmo do registro da candidatura, comunicou formalmente ao MDB que abriria mão de recursos ou vantagens vinculados a políticas de cotas raciais.
“Nestas eleições, antes mesmo do processo de registro de candidatura, formalizei junto ao MDB a renúncia a qualquer recurso ou benefício vinculado a políticas de cotas raciais”, diz o senador.
O senador também afirmou que seus documentos pessoais e registros eleitorais mantêm, ao longo dos anos, a mesma informação sobre sua identificação racial.
“Minha trajetória e meus registros pessoais e eleitorais sempre refletiram a mesma condição declarada, sem qualquer alteração motivada por conveniência eleitoral”, declara Alessandro Vieira.
Senador nega mudança de posicionamento
Na nota, Alessandro reforçou que a identificação como pardo, segundo ele, está relacionada às próprias origens e não teria sido adotada em função do cenário político ou eleitoral.
O parlamentar também procurou destacar que a declaração já aparecia em documentos pessoais e nos registros de candidaturas anteriores, incluindo uma eleição realizada antes da implementação do sistema de cotas raciais para candidaturas.
Ao anunciar a renúncia a eventuais recursos ou benefícios relacionados às políticas de cotas raciais, o senador afirmou buscar deixar clara a separação entre sua autodeclaração e qualquer vantagem eleitoral.
Por Redação
Foto: Divulgação






Comente