No primeiro semestre de 2015 devem começar as atividades do curso de Medicina no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Arapiraca, com 60 vagas.
A estimativa foi confirmada pelo reitor Eurico Lôbo. Ele recebeu a Gazeta na sede a Fapeal (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas), onde foi assinar termos de outorga com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que permitirão repassar R$ 3 milhões para pesquisadores que desenvolvem projetos no Estado.
Expansão para o interior, segurança e um balanço do primeiro ano de sua gestão como reitor da Ufal estão entre os temas abordados nesta entrevista à Gazeta.
Gazeta. Qual o balanço que o senhor faz do primeiro ano de sua gestão como reitor da Universidade Federal de Alagoas?
Eurico Lôbo. Em primeiro, eu gostaria de agradecer esta oportunidade que é posta para que a universidade possa colocar para a sociedade muitas das realizações que ela vem fazendo ao longo dos anos. E, em particular, este ano de 2012, o primeiro em que nós lideramos, na função de reitor – porque nos outros anos nós estivemos na função de vice-reitor, na gestão liderada pela magnífica reitora Ana Dayse. E foi um ano em que nós tivemos muitas conquistas e muitos desafios, mas cujo balanço eu diria que foi muito positivo.
Gazeta. Fazendo uma distinção por área: inicialmente, a acadêmica.
Eurico. Do ponto de vista acadêmico, nós tivemos um crescimento significativo. Não só um crescimento quantitativo, mas também – e sobretudo – qualitativo. Esse será um dos nortes que nós vamos colocar na gestão, que é sobretudo consolidar esse processo de expansão da óptica qualitativa, ou seja: você fortalecer os nossos cursos de graduação, fazer uma reestruturação do ponto de vista acadêmico, a incorporação de alguns elementos estruturantes para a melhoria desses cursos, sobretudo, a melhoria da infraestrutura. Seja na graduação, seja na pós-graduação. Mas do ponto de vista qualitativo, o que para nós é o grande desafio, é fazer com que a nossa graduação e a nossa pós-graduação atinjam cada vez mais os níveis elevados dentro do cenário nacional.
Gazeta. Uma avaliação do ponto de vista administrativo.
Eurico. Nós tivemos um grande investimento na requalificação profissional. Ao longo de 2012, nós tivemos 95 cursos de capacitação para os servidores técnicos das mais diferentes áreas. Estamos lançando para este ano um programa de capacitação voltado para o stricto sensu, com recursos institucionais, que visa, sobretudo, fazer com que os servidores, técnicos e professores possam sair para se capacitarem com o apoio institucional dirigido.
Gazeta. Mas há algumas pendências ainda. O que o senhor citaria entre as metas, tanto acadêmicas quanto administrativas que sua gestão ainda precisaria consolidar?
Eurico. Do ponto de vista administrativo, nós temos que retomar este ano – e vamos fazer isso desde o início – a reestruturação da nossa estrutura organizativa. É discutir o novo estatuto da universidade, com a incorporação da educação à distância, das unidades do interior. É o que eu chamo de marco regulatório. Nós devemos mexer nesse marco regulatório, reformando a estrutura organizacional para dar maior celeridade no processo administrativo, dar mais consistência nas tomadas de decisão e que ela seja, digamos, mais descentralizada, sobretudo, para as unidades do interior. Eu entendo que a universidade cresceu muito, mas as unidades do interior devem ter maior autonomia. E para isso nós temos que mexer na estrutura organizacional.
Gazeta. Na prática, onde seriam essas mudanças, essas mexidas?
Eurico. Primeiro, do ponto de vista organizacional, a incorporação das unidades do interior dentro da estrutura do nosso estatuto. Hoje ainda existe uma fragilidade dentro dessa relação.
Gazeta. As unidades não têm essa autonomia?
Eurico. Elas estão na relação de fato na execução, mas hoje, como esse marco regulatório tem algumas questões que não foram finalizadas, é necessário que nós tenhamos isso nesse momento. Quando você pensa no interior, nós estamos falando de dois campi com algumas unidades que são absolutamente importantes para a universidade e desenvolvimento do Estado como um todo. Vinculadas ao campus Arapiraca temos Viçosa, Palmeira dos Índios e Penedo. E no campus Delmiro [Gouveia], no campus do Sertão, temos a unidade de Santana do Ipanema. Entretanto, o que é mais importante é nós termos esse desenho consolidado porque ele congrega hoje um universo de 27 cursos; o que representa uma Ufal, quando nós assumimos, há oito anos. Isso equivale a uma nova Ufal.
Fonte: Gazeta Web
Foto: Felipe Farias





