“Um monstro que o Estado criou”, diz advogada sobre Fundação Hospitalar de Saúde

A falta de médicos, equipamentos e de medicamentos nos hospitais de Sergipe, principalmente do Hospital de Urgência (HUSE), pode levar à extinção da Fundação Hospital de Saúde. Para a advogada Maria Angélica, “a FHS foi esse monstro que o Estado criou e o Supremo até agora não julgou”.

O médico Carlos Spina, um dos diretores do Sindimed também acha que a Fundação é inviável. Para Spina, “a Fundação nada mais é do que uma empresa que tem custos triplicados. Não vemos mais os patronos aparecerem como o pai da criança!”, explica o médico.

Ele alega que falta médicos e equipamentos no HUSE e que isso poderia ser minimizado, já que segundo Carlos Spina, “no HUSE faltam médicos, insumos, e equipamentos não mais funcionam”, explicando que “só o aluguel do Maria Feliciana incide um custo muito alto… É um custo multiplicado por três. Agora a SES está vendo que não tem como pagar”.

Para Maria Angélica, da OAB-SE, que acompanhou a visita do Ministério Público Estadual (MPE),  na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes na manhã desta segunda-feira, 5. Ao ser entrevistada na manha desta terça-feira (06) pelo radialista Evenilson Santana, no Programa Liberdade Sem Censura, a advogada afirmou que “a FHS foi esse monstro que o Estado criou e o Supremo até agora não julgou”. Em sua opinião, “essa Fundação foi para o ralo, porque o dinheiro vem, mas ninguém sabe pra onde vai!. Esses RPA´s (Recibo Administrativos de Autônomos) é um monstro jurídico! É isso que está acabando com o dinheiro público… Isso tem que acabar!”, defendeu a advogada.

A promotora Euza Missano, ao participar da entrevista ao radialista Evenilson Santana, falou da Ação Civil Pública contra a FHS para tratar da questão. A promotora demonstrou imensa preocupação com a situação. Ela disse que haverá uma nova reunião nesta quinta-feira para, tentar achar uma solução para os problemas. “Se não resolver essa questão do desabastecimento (materiais e medicamentos) o MPE já estuda a possibilidade de que o Estado reassuma a gestão da saúde, ao invés da Fundação”, revelou.

O Diretor administrativo e Financeiro da FHS contestou o que foi dito e disse que “não é verdade sobre muito do que se prega por aí. Ainda não chegamos aonde queremos, mas, estamos em busca. Este passivo que encontramos foi negociado. Já estamos convocando a 2ª colocada para fornecer os materiais e medicamentos”. Ele afirmou ainda que “todos os credores foram convidados para negociaram. 70% fecharam acordo. Os Débitos vão de R$ 30 mil a um milhão de reais”, afirmou o diretor.

 

 

Fonte: Fax Aju com informações do Programa Liberdade Sem Censura/Liberdade FM

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