Samuel rompe o silêncio e desabafa: “O que foi feito pra mim na minha eleição eu devolvi agora na de vereador”

O deputado estadual capital Samuel Barreto (PSL) rompeu o silêncio e falou com exclusividade, nesta quarta-feira, ao Caju News, sobre o rompimento político com o sargento Jorge Vieira. Garantindo não ter sido o responsável pelo rompimento, Samuel afirmou que devolveu a Vieira o apoio recebido por ele na eleição para deputado estadual.

“Eu não rachei com ninguém, eu não me afastei de ninguém. Como eu não posso impedir, forçar a barra para que alguém fique, acho que ele segue a vida dele defendendo a Polícia Militar da forma dele. A família militar não pode perder de forma nenhuma com isso. Não existe racha na luta, a luta é a mesma. Apenas ele seguirá seu caminho e eu seguirei o meu. Por exemplo: eu vou para deputado estadual na próxima, talvez ele vá pra deputado estadual também, e a corporação e a sociedade decidem, é simples. O que eu posso falar é que o que foi feito pra mim na minha eleição, eu devolvi agora na de vereador”, lembrou.

Para demonstrar que o apoio ao sargento Vieira não ficou apenas no corpo a corpo, o parlamentar citou uma doação de R$ 20 mil, como forma de apoio financeiro a candidatura do colega de farda.

“Sobre a entrega de recursos para a campanha, a única coisa que eu posso falar é que oficialmente nós doamos um limite do meu salário, o que a lei permite. Se eu doasse a mais era crime. Então, qual é o limite do meu salário? 20 e poucos mil reais. Era o que eu podia doar oficialmente, e é o que todo homem de bem deve fazer, e foi isso que eu fiz. E o restante eu tenho certeza que o de lá de cima está olhando”, disse confiante.

Samuel criticou o comportamento de um determinado setor da mídia, que segundo ele, está trabalhando para destruí-lo politicamente.

“O que estão falando ai é inverdade, existe um sistema trabalhando no meio de comunicação, na mídia para tentar destruir o capitão Samuel. Mas em nome de Deus um dia vão cansar de falar, vão cansar de bater em capitão Samuel, vão parar de xingar por que as pessoas que gostam, que me conhecem, sabem do meu perfil. Tenho certeza que você só colhe o que planta. Então eu estou plantando o bem e vou continuar plantando o bem”, desabafou.

Indagado se temeria disputar a reeleição estadual tendo sargento Vieira como um dos candidatos, o parlamentar demonstrou não se preocupar com a real possibilidade.

“Eu não temo disputar com ninguém nada, por que eu só tenho o meu voto. Todos começam com um voto. Eu comecei com um voto em Aracaju e tive 21 mil. Ele começou com um voto em Aracaju e teve 3.700. Eu só temo o castigo de Deus”, afirmou.

O deputado passou para a sociedade e a classe militar a responsabilidade de julgar o fim do relacionamento político com sargento Vieira. Samuel disse acreditar na inteligência do eleitor.

“Essa questão se é certo ou errado, eu deixo pra cada policial militar, pra cada bombeiro militar, pra cada pessoa da sociedade fazer a sua avaliação. Ver o que eu passei e como que eu estou sofrendo. Agora o interessante, é que até um mês atrás eu era o cara melhor do mundo para determinado sistema de governo e sistema de comunicação, mas hoje sou o pior homem do mundo. Por que será? Eu tenho certeza que a população é sábia e o eleitor é sábio e sabem por que está acontecendo isso tudo”, advertiu.

Salientando que a classe militar não é curral eleitoral, Samuel observou que não pode ser responsabilizado pela derrota do colega militar.

“A família militar não é curral eleitoral, lá ninguém vai determinar nada, vote aqui, vote ali. Eu não posso determinar nada, até por que o sargento Vieira é tão líder de classe quanto eu. Agora se a classe não quis votar, não pode votar ou não se comprometeu em votar, aí a culpa é minha? Tenha certeza que se eu vir a perder meu mandato na próxima eleição eu não vou sair por ai culpando ninguém”, garantiu.

 

 

Por Paulo Sousa/Redação

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