Onda de violência preocupa os moradores de São Cristóvão

Nas ultimas semanas, os moradores do Grande Rosa Elze, em São Cristóvão vivem uma espécie de toque de recolher. Os últimos dias apresentaram três casos de assassinatos que preocuparam as autoridades locais. Três pessoas estão internadas no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), vítimas da violência.

Só no ano passado, 50 homicídios foram cometidos na região da grande São Cristóvão, abrangendo os conjuntos Maria do Carmo, Luiz Alves 1 e 2, Eduardo Gomes, Santa Suzana, Lafaiete Coutinho, Vilas de São Cristóvão e os loteamentos Santa Luzia, Jardim Universitário, Cantinho dos Pássaros, Jupiara e  Jaçanãs 1 e 2.

Segundo moradores, em algumas ruas só é possível passar até às oito horas da noite. “Não arrisco passar do horário de sair da porta. Fico atenta aos últimos acontecimentos e vejo que a violência cresceu muito em nosso bairro”, comenta a dona de casa do Bairro Rosa Elze, Maria de Lurdes Figueiredo, de 58 anos.

Uma viatura realiza a ronda diária nas comunidades da Cabrita, Santo Inácio e Várzea Grande. Sendo que há um ano atrás, a população desses locais reclamou por conta da ausência do policiamento. Hoje, a média não passa de dois policiais para fazer a segurança de 50 mil habitantes.

Nas redondezas da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no bairro Rosa Elze, residem três mil universitários. Essa região naturalmente necessita de um maior policiamento por conta do número de estudantes e familiares que circulam na região.

Por Paulo Renan, da Redação

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